30 de abril de 2014

Nascimento do Nícolas | Acompanhante | Humanização

Diário de uma Amadora

Quando estava grávida ouvi falar da Lei do Acompanhante de parto, nem me lembro como fiquei sabendo, mas fui procurar saber mais pra poder fazer valer meus direitos. Depois, conversei com minha médica (estava começando aquela história de que independente do convenio, no dia do parto quem te atende é o médico de plantão, se quiser seu médico, tem que pagar - mas isso é outra história), com tudo guardado na minha cabeça pra me prevenir caso ela ou o hospital se queixasse de algo. Ficou combinado que meu marido estaria na sala do parto junto comigo e meus pais na sala ao lado por trás dos vidros.
Quando fui internada... (já falei aqui que eu queria parto normal mas não deu certo? É assunto sobre - humanização no parto - pra outro dia também), fiz todo o processo. E ficaram enrolando pra prepararem meu marido também. Eu tinha que ficar repetindo que ele ia entrar comigo, e o pessoal tornava a perguntar se eu tinha conversado sobre isso com a médica. A gente fica com medo de atrapalhar o andamento das coisas e acabou que deixaram pra última hora pra entregar a roupa pro Renato (e ele teve que pagar R$ 50,00 só pra por uma roupa que nem nova não era) e quando ele entrou na sala já tinham até cortado minha barriga. Depois de tirarem o bebê, pediram pra ele sair da sala e então finalizaram minha cirurgia.

Esses dias liguei a tv e estava passando um programa que nem conheço, e peguei na parte que falava da "violência no parto". Percebi que houve erros no meu parto. O acompanhante tem o direito de estar na sala de cirurgia com a gestante em todo o tempo. Desde a internação, passando por anestesia (além do atraso pra colocar a roupa as enfermeiras falaram que meu marido ia entrar só depois que já estivesse tudo pronto só pra tirar o bebê) até o último momento. 

Vejam bem:
A lei (11.108) diz que é direito da gestante escolher quem ela quiser para acompanhá-la no parto, esse acompanhante pode ficar com ela até 10 dias após o parto, seja em hospital público ou particular. Essa lei é uma obrigação para os hospitais e não importa se é cesariana ou normal. 
A presença do acompanhante é tão importante na vida da mulher, digo por experiência própria. Apesar do Renato ter ficado um pouco "nervoso" (rsrs), fiquei tranquila, pois ele conferiu tudo pra mim. Eu tinha medo de identificarem errado meu bebê e confundirem ele depois. Se ele tivesse ficado até o fim eu não ia ficar com paranoia de achar que deixaram alguma coisa dentro do meu útero rsrs. Mas são tantos os motivos da necessidade de ter alguém de confiança junto com a mulher neste momento tão delicado em que ela é vítima, pois está vulnerável. 

Se vocês quiserem saber mais sobre o assunto, uma sugestão é ler aqui. Você poderá se prevenir direitinho para que seus direitos sejam garantidos. 

Nota: Parto Humanizado é aquele que seja ele normal ou cesária, leva-se em consideração o respeito, as preferencias e necessidades físicas e emocionais da mulher. 

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