29 de março de 2015

O que uma criança deve saber aos 4 anos


Me contém comadres, aí nas escolas das cidades de vocês já estão cumprindo a lei da obrigatoriedade de ingressar na Educação Infantil aos 4 anos? Sabem o motivo de minha pergunta? Li um texto que achei excelente, com o título: "O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?" (Não encontrei o autor. Por favor, se reconhecer, entre em contato pela fanpage in box). Esse é o tipo de texto que deveria circular a blogosfera e as redes sociais. Particularmente eu não concordo que a EI deva ser obrigatória. Mas vai ser. E ai vão se aumentar as competições!
Resolvi usar este texto que fala muito por si só. Muitas crianças de hoje estão tendo que ir muito cedo pra escola e tendo que aprender determinadas coisas quando ainda não estão amadurecidas o suficiente para isso. (Nós ainda vamos conversar mais sobre esse tema, mas indico o post sobre o método #PaisSemPressa que escrevi  > aqui < ). Outras coisas são mais importantes para serem desenvolvidas na primeira infância, como valores e outras noções, e não levar em conta apenas o cognitivo. E o principal: deve-se dar mais ênfase à formação do caráter. 
Deixo agora o texto para refletirmos comadres:

> Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria, então, sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.
O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.
 Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffington Post –, o que não só a entristeceu, mas também a irritou, foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães (em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100), Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem o que uma criança deve saber.
 Vejam alguns exemplos abaixo:
 – Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
 – Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
 – Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
 – Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
 – Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
 – Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
 – Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
 – Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.
 E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:
 – Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
 – Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
 – Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
 – Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
 – Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.
 Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?
 Muito menos do que pensamos e muito mais! <

Um comentário:

  1. Que interessantíssimo seu post. Muito bom refletirmos sobre esse assunto. Como você bem disse, não só o cognitivo é importante, é interessante que se tenham mais interações entre a família. Aprender brincando é tão bom (e eficaz) nessa idade.
    Beijo
    www.leticiatomsik.com

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