21 de fevereiro de 2016

" Meu filho está muito agarrado comigo " | compreendendo esta fase | Níc não vai pra escolinha


Já parou para pensar como o segundo ano da vida de uma criança, de forma interna e externa, é repleta de mudanças e amadurecimentos?! Alguns exemplos muito comuns são: tirada da chupeta, desmame, saída das fraldas, avanço na fala, nas habilidades motora fina e grossa, etc e etc... pense em quantas coisas o seu filho aprendeu ou está aprendendo nesta fase. 
Eu já falei diversas vezes neste último ano a frase do post: "Meu filho anda tão agarrado..." E é claro que na roda de comadres já ouvi muito de outras mães que tem filhos na mesma fase dizerem o mesmo. Então fiquei pensando que deveria ser algo da idade. É por isso que hoje eu compartilho aqui sobre o amadurecimento social. 

Você já deve ter ouvido falar da angústia da separação. Esta é uma fase desafiadora em que o bebê ou a criança ficam ansiosos pelo medo de serem separados do seu cuidador primário, que geralmente é a mãe. Isso é normal, pois os pequenos estão em pleno desenvolvimento mental e emocional, portanto a angústia da separação pode acontecer até por volta dos 6 anos. 
Mas especialmente aos 2 anos de idade, no quesito sociabilidade, a criança atravessa por um período de timidez em relação aos estranhos, principalmente aos adultos. Por isso, nesta idade, os pais são a preferencia da criança. Esta é a fase do amadurecimento social.

Como vocês sabem, eu me tornei uma "mãe de casa" e Nícolas não vai à escola. Mesmo ele não passando o dia inteiro sozinho comigo - pois ele convive com primos, amiguinhos da escolinha da igreja, coleguinhas que faz nas brincadeiras em parques, tem contato com vários adultos etc - ele também teve e tem destes momentos em querer ficar grudado e eu não conseguir fazer nada, só ficar com ele.
Na última semana perguntei se ele queria ir pra escolinha igual a prima e a pergunta dele foi: "Você vai ficar lá comigo?" Expliquei, e ele respondeu: "Não quero!" Na casa dos meus pais, minha mãe contou que quando saio um pouquinho e deixo Nícolas lá, ele vai até a porta e fica choramingando, fica perguntando por mim. Quando ele dorme gosta de segurar minha mão e quando acorda, me chama e pergunta se eu saí...
Nos momentos mais críticos desta fase de grude eu ficava pensativa: "É só uma fase! Vai passar!" É o que eu dizia digo para mim mesma. Afinal alguém já viu um adolescente querer colo 24h e não desgrudar nem pra mãe ir no banheiro?!?!?! rsrsrsrs Brincadeirinha, mas é uma realidade que mãe entende!

Se a gente comenta com alguém, logo ouvimos: "Vai dar trabalho quando for pra escolinha", ou "Coloca na escolinha pra desapegar". Esta última solução ao meu ponto de vista é inconveniente. Pra mim é o mesmo contexto de soluções quando as pessoas dizem: "Dá chupeta pra essa criança porque está chupetando seu peito." ; "Deixa chorar no berço para aprender a dormir sozinho." Enfim, são muitas frases neste quesito (e acabamos muitas vezes repetindo esses paradigmas sem parar para refletir) que na minha maternagem não tem lugar, porque afinal, qual o problema de uma cri-an-ça ser tão dependente da mãe? Na prática, e nos pitacos, isso não é aceitável por que? É só uma criança gente. Está crescendo nesta vida. Não é mais justo ajudar neste amadurecimento sem esperar que elas reajam como adultos?! Sem querer que elas se adaptem, muitas vezes bruscamente, e se tornem logo independentes. Não é mais justo, saudável e tranquilo esperar o tempo de cada criança?! 

Voltando ao assunto da escolinha... Eu não queria colocar Nícolas muito cedo na escolinha, já disse pra vocês várias vezes aqui no blog meus motivos pessoais. E agora com a surpresa da gravidez que ele não vai mesmo, já que não vou mais trabalhar como era o planejado para este ano. Eu sei que muitas mães não tem escolha e algumas crianças se adaptam rapidamente e outras não. Mas no meu caso, Níc só vai pra escolinha quando estiver preparado para essa separação, e não ao contrário, ir pra escolinha para se adaptar à separação. Prefiro preencher de vínculo e segurança essa fase. E ir ajudando neste amadurecimento de forma gradativa. Essa é a nossa realidade. O que dá certo pra nós pode não dar certo para outras famílias. Mas sempre lembrando que as coisas devem ser resolvidas com uma boa reflexão e o mais importante: com muito respeito pelo tempo e limites da criança.  

Um comentário:

  1. Oi Debora, tudo bem?
    Entendo a sua visão de querer passar mais tempo com o seu filho. Quando eu estava grávida pensava que quando o meu bebê estivesse com 6 meses eu ia querer colocar ele no berçário e voltar a trabalhar. Mas, o tempo foi passando e quis poder me dedicar a cada momento de crescimento do meu pequeno. Aí eu coloquei como prazo que com um ano e meio o Cesar começaria na escolinha.
    Nesse meio tempo passei 3 meses no Brasil (moro no Canadá) e meu filho teve a oportunidade de ficar mais com os avós. Diferente do seu filho, ele ficava muito bem sozinho com as outras pessoas e dificilmente queria minha presença. Fora que ele adorava brincar com as outras crianças. Aí senti que estava na hora dele ir para a escolinha. Achei que seria judiação ele ficar comigo sozinho em casa, quando estava a fim de ter essa interação.
    Cada criança é única mesmo e acho que você faz bem de respeitar o momento do seu filho... Mais importante que dar ouvido a pitacos.
    Beijinhos da Nanda

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